RG ou passaporte: a regra do Mercosul
Argentina e Chile fazem parte do acordo do Mercosul que permite a entrada de brasileiros em viagens turísticas apenas com o RG — sem necessidade de passaporte nem visto. A pegadinha está nos detalhes: o documento precisa ter sido emitido há menos de 10 anos e estar em bom estado, com a foto reconhecível pelos agentes de migração. RG rasgado, descolorido ou muito antigo pode ser barrado no check-in ou na fronteira.
| País | Documento aceito | Detalhe |
|---|---|---|
| Argentina | RG (até 10 anos) ou passaporte | Passaporte precisa de ao menos 6 meses de validade |
| Chile | RG (até 10 anos) ou passaporte | Passaporte precisa de ao menos 6 meses de validade |
Mesmo não sendo obrigatório, viajar com passaporte dá mais flexibilidade — para alugar carro, fazer check-in em alguns hotéis ou, se o roteiro incluir uma escala por um terceiro país, evitar qualquer dúvida na fronteira. E fique de olho nos postos de controle: a Argentina tem reforçado a cobrança do comprovante de seguro viagem na entrada, então vale ter o documento salvo no celular e, se possível, impresso.
Crianças: documento próprio e autorização de viagem
Toda criança viaja com o próprio documento de identificação — RG, ou, na ausência dele, certidão de nascimento com foto atualizada. O ponto que mais gera dor de cabeça de última hora é a autorização de viagem: se a criança ou o adolescente não estiver acompanhado dos dois pais (ou do responsável legal), é preciso apresentar autorização reconhecida em cartório ou emitida pela Polícia Federal, específica para o período e o destino da viagem. Verifique o modelo e o prazo de emissão com antecedência — deixar para a véspera é o erro mais comum.
Seguro viagem com cobertura de inverno
Um seguro viagem básico nem sempre cobre esqui e snowboard: muitas apólices de entrada excluem "esportes de aventura ou de neve" da cobertura padrão. Antes de contratar, confirme explicitamente que o plano inclui prática de esportes de neve e que o limite de cobertura médica é compatível com atendimento — e, se necessário, remoção — em estação de montanha, que costuma ser mais caro do que atendimento em cidade grande.
Dinheiro: peso argentino e peso chileno
Cartão de crédito e débito internacional funciona amplamente nos dois países, inclusive nas estações de ski. Ainda assim, vale levar um pouco de dinheiro local — peso argentino ou peso chileno — para táxis, gorjetas e pequenos estabelecimentos que não aceitam cartão. Na Argentina, em especial, o câmbio muda com frequência e costuma compensar mais trocar (ou sacar) já no destino do que levar pesos comprados no Brasil. Avise o banco sobre a viagem para evitar bloqueio de cartão por uso no exterior.
Chip de celular e conectividade
Três caminhos funcionam bem: ativar o roaming internacional do seu plano brasileiro (mais simples, geralmente mais caro), comprar um chip local no aeroporto de chegada, ou instalar um eSIM internacional antes de embarcar — a opção mais prática para quem quer sair do avião já conectado, sem trocar o chip físico. Para quem depende de mapa e aplicativo de transporte na chegada, resolver isso antes da viagem evita estresse desnecessário.
Perguntas frequentes
Preciso de passaporte para ir à Argentina ou ao Chile?
Crianças precisam de algum documento especial?
O seguro viagem comum cobre esqui e snowboard?
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