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Julho de 2026 nos Andes, em números

Resposta direta Foi um julho de dois cenários. Os Andes Centrais do Chile viveram um mês excepcional: Portillo saltou de 30 cm para 209 cm de base, e Valle Nevado, El Colorado e La Parva passaram dos 130 cm. Do outro lado da cordilheira, a Patagônia argentina — Bariloche, Chapelco, Cerro Bayo — fechou o período com bases finas, na casa dos 30 cm, mesmo nevando em quase todos os dias. Os números abaixo vêm do nosso monitoramento diário entre 10 e 25 de julho.

Metodologia: leitura diária de base, neve recente e temperatura em 11 estações, cruzando boletins oficiais com dados do Open-Meteo. Janela desta retrospectiva: 10 a 25 de julho de 2026 (16 dias monitorados). Os valores de neve em 72 h referem-se ao maior acúmulo reportado no período.

O mês em uma frase: o centro do Chile levou os grandes sistemas

Os frentes que marcaram a temporada de neve 2026 em julho entraram pela costa central do Chile e descarregaram sobre a cordilheira na latitude de Santiago. Foi ali que a base cresceu rápido. A neve nos Andes em julho chegou à Patagônia também — nevou em 13 a 15 dos 16 dias em Bariloche, Chapelco e Ushuaia —, mas em doses pequenas, sem os grandes acúmulos que engordam a montanha de uma vez.

O ranking: base por estação (10 → 25 de julho)

EstaçãoRegiãoBase 10 julBase 25 julPicoMaior nevasca (72 h)
PortilloAndes Centrais (CL)30 cm209 cm209 cm~167 cm
Valle NevadoAndes Centrais (CL)12 cm157 cm158 cm~145 cm
El ColoradoAndes Centrais (CL)12 cm157 cm158 cm~145 cm
La ParvaAndes Centrais (CL)6 cm139 cm139 cm~127 cm
FarellonesAndes Centrais (CL)0 cm99 cm111 cm~122 cm
CorralcoAraucanía (CL)19 cm91 cm91 cm~54 cm
Nevados de ChillánAraucanía (CL)0 cm81 cm94 cm~89 cm
ChapelcoPatagônia (AR)11 cm36 cm36 cm~33 cm
Cerro BayoPatagônia (AR)2 cm34 cm34 cm~25 cm
Cerro Catedral (Bariloche)Patagônia (AR)12 cm33 cm33 cm~22 cm
Cerro Castor (Ushuaia)Patagônia (AR)5 cm9 cm10 cm~4 cm

Base em centímetros na primeira e na última leitura da janela. "Maior nevasca (72 h)" é o maior volume de neve fresca reportado em três dias no período. Valores arredondados.

Andes Centrais: o mês que fez a temporada

Se julho tivesse um protagonista, seria Portillo. A estação do hotel amarelo saiu de 30 cm para 209 cm de base — um ganho de 179 cm — e absorveu o maior sistema do mês, com cerca de 167 cm em 72 horas. Logo atrás, o eixo Valle Nevado / El Colorado / La Parva, acima de Santiago, passou junto dos 140–160 cm: em duas semanas, essas montanhas saíram de "início de temporada" para "temporada cheia". Farellones, o mais baixo do grupo, começou a janela com a base zerada e ainda assim fechou perto de 100 cm.

Mais ao sul, na Araucanía, Corralco teve o mês mais constante de todos: nevou nos 16 dias monitorados, sem exceção, levando a base de 19 a 91 cm. Nevados de Chillán acompanhou, de zero a 81 cm.

Patagônia: nevou quase todo dia, mas devagar

Do lado argentino, o retrato é o oposto. Cerro Catedral, em Bariloche, nevou em 13 dos 16 dias, mas cada nevasca deixou pouco — a maior somou cerca de 22 cm em 72 horas — e a base fechou em 33 cm. Chapelco (36 cm) e Cerro Bayo (34 cm) terminaram no mesmo patamar. No extremo sul, Cerro Castor, em Ushuaia, nevou em 15 dias, mas com flocos esparsos: a base mal passou de 9 cm.

Para quem viaja, a leitura prática é direta: em julho, o Chile central ofereceu muito mais cobertura de neve. A Patagônia compensa com cidade, lagos e gastronomia — mas quem foi atrás de base profunda encontrou nos Andes chilenos. Confira sempre a foto do dia no nosso painel ao vivo antes de fechar a semana.

Comparativo por região

RegiãoBase final (faixa)Grandes sistemas?Destaque do mês
Andes Centrais (Santiago)99–209 cmSim, váriosPortillo, +179 cm na base
Chile centro-sul (Araucanía)81–91 cmSimCorralco nevou nos 16 dias
Patagônia argentina9–36 cmNãoMuitos dias de neve, acúmulo leve
Mendoza (AR)dado limitadoCobertura parcial no período (ver nota)

Nota sobre Mendoza: nossa base teve apenas uma leitura de estação mendocina na janela (Penitentes, 45 cm), insuficiente para uma comparação regional confiável. Preferimos registrar a limitação a estimar um número que não medimos.

Três números para levar

  1. 209 cm — a base de Portillo em 25 de julho, a maior entre as 11 estações monitoradas.
  2. 16 de 16 dias — a sequência de Corralco, a única estação que registrou neve em todos os dias da janela.
  3. ~6x — quanto os Andes Centrais superaram a Patagônia em base final média no fim do mês.

Perguntas frequentes

Como foi julho de 2026 nos Andes?
Dois cenários: Andes Centrais do Chile em mês excepcional (Portillo a 209 cm) e Patagônia argentina com bases finas (faixa dos 30 cm), apesar de nevar quase todo dia.
Qual estação teve mais neve?
Portillo, com 209 cm de base no dia 25 e a maior nevasca do mês, ~167 cm em 72 h.
Por que a Patagônia teve menos neve?
Os grandes sistemas entraram pelo centro do Chile. A Patagônia teve nevascas leves e frequentes, sem os acúmulos que engordam a base depressa.
De onde vêm os dados?
Do monitoramento diário do Na Neve (boletins oficiais + Open-Meteo), na janela de 10 a 25 de julho de 2026.
Os números mudam toda semana. Seu plano pode acompanhar.

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